MOVSEGBH e lideranças da Centro-Sul se reúnem com novo Administrador Regional para apresentar demandas prioritárias da população
Na tarde do dia 25 de maio de 2026, o MOVSEGBH – Movimento pela Segurança e Bem-Comum de Belo Horizonte – realizou a primeira reunião institucional com o novo Administrador Regional Centro-Sul da Prefeitura de Belo Horizonte, Raphael Domingos.
Diogo Carvalho
5/26/20264 min read


O encontro reuniu representantes de associações comunitárias, lideranças de bairros e membros da sociedade civil organizada para discutir os principais desafios enfrentados pela população da região.
Entre os participantes esteve Diogo D. Carvalho, presidente da AME Funcionários, além de representantes de outros bairros da Centro-Sul, Jeferson, da AMALOU, Clarissa Vaz, do Marias Bonitas de Lourdes, Ronaldo Goodson, do bairro Cidade Jardim, Rodolfo, da Associação do Bairro Belvedere, Wagner da Rede de Moradores do bairro Luxemburgo, Vanda Pereira de Souza, Alzira Alice de Souza e Rodrigo Laender Ambrosi Najar da Amagost, Izolda, da ASCOBAP Ascobap e Patrícia, da Rede de Proteção do Bairro Serra.
A reunião teve como objetivo apresentar oficialmente um documento elaborado pelo MOVSEGBH contendo as principais demandas levantadas pela população por meio de consultas públicas, redes sociais e diálogos comunitários realizados nos últimos meses.
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Demandas semelhantes em diversos bairros
Segundo o ofício entregue à Regional Centro-Sul, chamou atenção a semelhança entre os problemas relatados por moradores de diferentes bairros da região. Entre os temas mais recorrentes apontados pela população estão:
Segurança pública e prevenção criminal;
Crescimento dos impactos relacionados à população em situação de rua (PSR);
Descarte irregular de lixo e resíduos fora do horário adequado;
Falta de limpeza urbana adequada;
Relatos frequentes de fezes humanas em vias públicas;
Pichação e degradação visual;
Perturbação sonora causada por bares, eventos e veículos;
Problemas de acessibilidade e estrutura das calçadas;
Fiação aérea abandonada e fios soltos;
Necessidade de mais arborização e áreas verdes;
Falta de diálogo com associações antes da liberação de eventos;
Necessidade de maior fiscalização urbana;
Lentidão nas respostas do poder público;
Problemas em postos de saúde;
Conservação inadequada de imóveis públicos municipais.
A principal reclamação citada durante a reunião foi a sensação de insegurança enfrentada pela população da região Centro-Sul.
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População em situação de rua foi um dos principais temas
O tema da população em situação de rua teve forte destaque nas discussões. Lideranças comunitárias cobraram maior clareza sobre a atuação da Prefeitura diante do crescimento dos impactos urbanos relacionados.
Também foi discutida a necessidade de regulamentação e organização das ações de doação de alimentos em Belo Horizonte, buscando equilibrar assistência social, ordenamento urbano e dignidade humana.
Raphael Domingos mencionou ainda as limitações jurídicas existentes, incluindo decisões relacionadas à ADPF no STF, que impactam diretamente a atuação do poder público sobre recolhimento de itens pessoais e intervenções urbanas envolvendo pessoas em situação de rua.
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Novo Administrador Regional promete foco em zeladoria
Raphael Domingos destacou que possui cerca de 10 anos de atuação na Prefeitura de Belo Horizonte e afirmou que recebeu do prefeito uma orientação clara para dar atenção especial à zeladoria urbana da Regional Centro-Sul.
Entre os pontos abordados pelo administrador regional estiveram:
Projeto de combate ao descarte irregular de lixo;
Ações para reduzir o descarte em horários inadequados;
Necessidade de organização dos fluxos urbanos;
Fortalecimento da interlocução com associações comunitárias;
Maior integração entre Prefeitura e lideranças locais.
Raphael também reconheceu a importância da participação das associações.
Demandas terão acompanhamento estruturado
Um dos principais encaminhamentos da reunião foi a proposta de criação de um sistema mais organizado para acompanhamento das demandas apresentadas pelas associações e moradores.
Entre as medidas discutidas estão:
Criação de um documento consolidado para acompanhamento dos problemas identificados;
Desenvolvimento de um formulário do MOVSEGBH para registro padronizado das demandas;
Construção de uma planilha e dashboard de monitoramento e cobrança junto à Prefeitura;
Integração das associações em grupos de comunicação direta para encaminhamento de protocolos e demandas.
Raphael reforçou ainda a importância da utilização do sistema BH Digital para registro formal das ocorrências. Segundo ele, quanto maior o número de denúncias e protocolos registrados oficialmente, maior a capacidade de acompanhamento, resposta e priorização por parte da Prefeitura.
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Podas, comércio tradicional e segurança pública entram na pauta de próximos encontros
A reunião também definiu alguns encaminhamentos prioritários para as próximas semanas.
Entre eles:
Reunião com Adriano Faria, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, para discutir estratégias de fortalecimento do comércio de Belo Horizonte;
Reunião com Márcio Lobato, Secretário de Segurança Pública;
Reunião com André Reis, Secretário Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos;
Aproximação com a SLU para tratar da limpeza urbana;
Levantamento urgente das podas e supressões de árvores consideradas críticas.
Sobre as podas, Raphael informou que houve problemas relacionados ao contrato de manutenção, o que gerou uma demanda reprimida significativa na cidade. Ele solicitou que as associações façam um levantamento dos casos mais urgentes para priorização junto à Regional.
Participação comunitária como ferramenta de transformação urbana
A reunião reforçou a importância crescente das associações de moradores, empresários e lideranças locais na construção de soluções urbanas para Belo Horizonte.
Para a AME Funcionários, a aproximação institucional com o poder público é fundamental para ampliar a capacidade de resposta às demandas do bairro e fortalecer pautas prioritárias como segurança, zeladoria urbana, mobilidade, convivência comunitária e qualidade de vida.
A AME Funcionários seguirá acompanhando os desdobramentos das reuniões e contribuindo ativamente para que as demandas do bairro Funcionários e da Região Centro-Sul avancem de forma técnica, organizada e transparente.

